Inteligência Artificial

Para que Serve o Relatório de Impacto da IA Generativa no Direito e Como Obter

Publicado por:
Rafaela Pena

A inteligência artificial generativa deixou de ser uma promessa distante para se tornar uma ferramenta presente na rotina de milhares de profissionais do Direito. Para entender essa transformação, é fundamental saber para que serve e como obter o relatório de Impacto da IA Generativa no Direito, edição 2026. Este documento é um panorama setorial indispensável para quem busca tomar decisões estratégicas sobre tecnologia, capacitação e governança na advocacia.

A nova edição da pesquisa, realizada por entidades de peso como a OAB de seis estados, Trybe, Jusbrasil e ITS Rio, revela dados surpreendentes. O estudo mostra que o número de usuários frequentes de IA saltou de 55% para 77% em apenas um ano. Ao mesmo tempo, a quantidade de profissionais que nunca utilizaram a tecnologia despencou de 28% para 11%. Esses números indicam uma mudança de comportamento acelerada e irreversível, exigindo atenção de todos os operadores do Direito.

Nesta publicação, explicamos o que é o relatório, como acessá-lo gratuitamente e, mais importante, como interpretar e aplicar seus dados no dia a dia de advogados autônomos, escritórios, departamentos jurídicos e até mesmo em outras áreas, como tecnologia e marketing.

O que é o relatório O Impacto da IA Generativa no Direito

O relatório O Impacto da IA Generativa no Direito é um estudo setorial anual que mapeia a adoção, as percepções e os resultados do uso de inteligência artificial generativa por profissionais jurídicos no Brasil. Ele funciona como um termômetro do mercado, identificando tendências, oportunidades e desafios relacionados à implementação dessas novas tecnologias na advocacia e em áreas correlatas.

A pesquisa não se limita a números de adesão. Ela aprofunda a análise sobre como as ferramentas são usadas, quais as expectativas dos profissionais e se elas estão sendo atendidas. Além disso, o relatório aborda temas críticos como a necessidade de governança, os riscos de privacidade e sigilo, e a importância da capacitação contínua. Em resumo, é uma fonte de dados valiosa para quem precisa navegar no cenário da tecnologia jurídica com mais segurança e estratégia.

Como obter o relatório

O acesso ao relatório é gratuito, mas requer o preenchimento de um formulário na página oficial da pesquisa. Existem duas formas principais de obter o documento.

Acesso pela página oficial da Trybe

A maneira mais segura e recomendada para baixar o relatório é através da página oficial da Trybe. A empresa de tecnologia é uma das realizadoras da pesquisa e centraliza a distribuição do material.

Para fazer o download, siga estes passos:

  1. Acesse a página oficial: Relatório O Impacto da IA no Direito — Edição 2026.
  2. Preencha o formulário com seus dados, como nome, e-mail e área de atuação.
  3. Após o envio, você receberá o link para download do relatório em formato PDF.

Utilizar a página oficial garante que você tenha acesso à versão mais recente e completa do documento, além de respeitar o canal de distribuição definido pelos organizadores.

Quem realizou a pesquisa

A credibilidade do relatório vem da força das instituições envolvidas em sua realização. A edição 2026 é fruto de uma colaboração entre entidades representativas da advocacia e empresas líderes em tecnologia e informação jurídica. Os realizadores são:

  • Seccionais da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de São Paulo, Paraná, Bahia, Goiás, Pernambuco e Espírito Santo.
  • Trybe, escola de tecnologia focada em formação profissional.
  • Jusbrasil, uma das maiores plataformas de informação jurídica e conexão do mundo.
  • Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS Rio), centro de pesquisa de referência em temas de tecnologia e direito.

Essa união de forças permitiu ampliar a abrangência da pesquisa, que na edição 2026 contou com a participação de mais de 1.800 respondentes de todas as regiões do Brasil, consolidando o estudo como um dos mais relevantes do setor.

O que a edição 2026 analisa

O relatório está estruturado em blocos que guiam o leitor desde o perfil dos participantes até as conclusões sobre o futuro da IA no Direito, assim cada seção oferece uma camada de entendimento sobre o fenômeno.

Metodologia e perfil dos respondentes

Esta seção detalha como a pesquisa foi conduzida. Trata-se de um estudo exploratório com participação voluntária, o que pode gerar um viés de respondentes já interessados em tecnologia. Os autores recomendam que os dados sejam lidos como um panorama setorial, e não como um censo absoluto da advocacia. Além disso, a edição 2026 teve um aumento de 16% no número de participantes em relação a 2025, mostrando o crescente interesse pelo tema.

Adoção da IA generativa no Direito

Aqui, o relatório apresenta os números sobre quem está usando IA, com que frequência e para quais finalidades. Os dados também mostram um avanço significativo na adesão, além dos casos de uso mais comuns que incluem elaboração de peças, pesquisa jurídica, redação de pareceres e análise de contratos. Ferramentas como ChatGPT, Gemini, Jus IA, Copilot e NotebookLM são citadas como as mais populares.

Percepções, riscos e preocupações

Nem tudo são flores na adoção de IA. O estudo mapeia as principais preocupações dos profissionais, como o risco de alucinações que são as informações incorretas geradas pela IA, a negligência na revisão humana, a perda de autonomia técnica e os desafios de privacidade e sigilo de dados. O relatório também introduz o conceito de shadow IT, que é o uso de ferramentas tecnológicas pelos colaboradores sem a aprovação ou supervisão formal da organização, um risco de segurança e conformidade cada vez mais presente.

Resultados obtidos com o uso de IA

Apesar dos riscos, os resultados são majoritariamente positivos. Esta seção mostra que a IA generativa está entregando valor. Um dado impressionante é que 84% dos profissionais que adotaram a tecnologia tiveram suas expectativas atendidas ou superadas. Entre os principais benefícios percebidos encontra-se o aumento da produtividade, a otimização do tempo e a melhoria na qualidade de tarefas específicas.

Principais dados do relatório

Para facilitar a compreensão do cenário, alguns dados da edição 2026 merecem destaque:

  • Aumento do uso frequente: o percentual de profissionais que usam IA generativa com frequência diária ou semanal subiu de 55% em 2025 para 77% em 2026.
  • Queda na não adesão: o grupo de profissionais que nunca utilizou a tecnologia caiu drasticamente, passando de 28% para apenas 11%.
  • Satisfação elevada: 84% dos usuários afirmam que a IA atendeu ou superou suas expectativas, indicando a utilidade prática das ferramentas.
  • Capacitação faz a diferença: 60% dos usuários frequentes buscaram algum tipo de formação em IA, enquanto 78% dos não adeptos nunca realizaram treinamentos sobre o tema.
  • Falta de governança: 51% das organizações não possuem diretrizes formais ou previsão de implementar políticas para o uso de IA.
  • Orçamento limitado: apenas 34% das organizações possuem um orçamento dedicado para a contratação de ferramentas ou para a capacitação de suas equipes em IA.
  • Liderança reativa: o protagonismo das lideranças na proposição do uso de IA caiu de 14% para 8%, sugerindo que a adoção tem sido mais orgânica e individual (bottom-up) do que institucional (top-down).

Para que serve o relatório na prática

Os dados do relatório não são apenas curiosidades acadêmicas, na verdade, eles são insumos estratégicos que podem ser aplicados por diferentes públicos para orientar decisões concretas.

Para advogados autônomos

Profissionais autônomos podem usar o relatório para fazer um benchmark de mercado. Ele ajuda a entender se suas práticas estão alinhadas com as tendências, a escolher ferramentas com base nos casos de uso mais comuns e a identificar lacunas de conhecimento que precisam ser preenchidas com capacitação para se manterem competitivos.

Para escritórios de advocacia

Para sócios e gestores, o relatório é uma ferramenta de planejamento estratégico. Dessa forma, os dados podem fundamentar a criação de uma política interna de uso de IA, orientar investimentos em tecnologia e treinamento, e ajudar a definir projetos piloto para testar novas ferramentas de forma controlada e segura, evitando os riscos do shadow IT.

Para departamentos jurídicos e empresas

Departamentos jurídicos podem usar as informações para dialogar com outras áreas da empresa, como TI e Compras, mostrando a relevância da IA para a eficiência jurídica. Assim, o relatório ajuda a justificar orçamentos, avaliar riscos de conformidade com a LGPD e selecionar fornecedores de tecnologia alinhados às necessidades do negócio.

Para profissionais de tecnologia, marketing e conteúdo

Desenvolvedores de legaltechs podem usar os dados para validar hipóteses de produtos e entender as dores reais do mercado jurídico. Além disso, profissionais de marketing e conteúdo podem criar materiais ricos, como artigos de blog e webinars, baseados nas tendências e preocupações apontadas pela pesquisa, gerando autoridade no setor.

Para pesquisadores, jornalistas e estudantes

O relatório é uma fonte primária de alta qualidade para pesquisas acadêmicas, reportagens sobre tecnologia e trabalhos de conclusão de curso, pois ele oferece um retrato atualizado e com dados robustos sobre a intersecção entre inteligência artificial e Direito no Brasil.

Como usar os dados sem interpretar errado

Embora seja uma fonte rica, o relatório deve ser usado com alguns cuidados. É fundamental lembrar que se trata de uma pesquisa setorial exploratória, baseada em respostas voluntárias. Portanto, ele oferece um panorama valioso, mas não é um censo estatístico com garantia absoluta de representatividade de todo o universo de advogados brasileiros.

Use os dados como uma referência para guiar suas reflexões e decisões, mas sempre os combine com a análise do contexto específico da sua organização, suas metas e seus desafios, isso porque o relatório não é um parecer jurídico nem substitui uma consultoria técnica especializada para a implementação de ferramentas ou a criação de políticas de governança.

Por que o relatório importa para a estratégia digital da advocacia

Entender como a IA está sendo adotada no Direito tem um impacto direto na estratégia digital de escritórios e advogados. A familiaridade crescente dos profissionais com ferramentas como ChatGPT e Gemini muda a forma como a pesquisa jurídica é feita e como o conteúdo é produzido e isso significa que a sua estratégia de marketing de conteúdo e SEO precisa evoluir.

Saber que seus pares e clientes estão usando IA para encontrar respostas rápidas exige que seu conteúdo seja mais aprofundado, original e confiável. Por isso é preciso focar em criar valor que a IA sozinha não consegue replicar, como análises críticas, experiências práticas e orientação estratégica. A governança de IA também se torna um tema central para a reputação digital, pois o uso irresponsável pode gerar crises de imagem e confiança.

Para escritórios que usam plataformas como o WordPress, a automação com IA já é uma realidade. Saber como usar plugins de IA no WordPress como o Yamandu Native AI Content Creator, desenvolvido pela Rede Piabanha, de forma ética e eficiente, ou como otimizar seu site para a busca na era da IA, torna-se um diferencial competitivo. A Rede Piabanha oferece consultoria especializada para ajudar escritórios a navegar por esses desafios, combinando estratégia de conteúdo, SEO técnico, automação e governança para um uso responsável e eficaz da IA.

Tabela: quem deve ler o relatório e como aproveitar

Para resumir, veja quem mais se beneficia com a leitura do relatório e como cada perfil pode aproveitar as informações:

Advogados e Advogadas

Como aproveitar: entender tendências, avaliar a própria adesão à tecnologia, descobrir novas ferramentas e casos de uso, e planejar a capacitação pessoal.

Sócios e Gestores de Escritórios

Como aproveitar: basear o planejamento estratégico, definir políticas de uso de IA, justificar investimentos em tecnologia e treinamento, e gerenciar riscos de segurança e conformidade.

Gestores de Departamentos Jurídicos

Como aproveitar: avaliar a maturidade digital da equipe, negociar orçamentos com a diretoria, selecionar fornecedores de tecnologia e alinhar a estratégia jurídica com a inovação da empresa.

Profissionais de TI e Legaltechs

Como aproveitar: validar a demanda por novas soluções, entender as dores do mercado jurídico, aprimorar produtos existentes e direcionar o desenvolvimento de novas funcionalidades.

Jornalistas e Pesquisadores

Como aproveitar: obter dados primários para matérias e estudos, analisar tendências do setor jurídico, e fundamentar análises sobre o impacto da tecnologia na sociedade.

Perguntas frequentes sobre o relatório

Ainda tem dúvidas? Aqui estão as respostas para as perguntas mais comuns sobre o documento.

O relatório é gratuito?

Sim, o relatório é totalmente gratuito. Para acessá-lo, basta preencher um formulário na página oficial da pesquisa, disponibilizada pela Trybe.

Onde baixar o relatório Impacto da IA Generativa no Direito 2026?

Você pode baixá-lo na página oficial no site da Trybe.

Quem publicou o relatório?

O relatório é uma iniciativa conjunta das OABs de SP, PR, BA, GO, PE e ES, da Trybe, do Jusbrasil e do ITS Rio.

O relatório mostra quais ferramentas de IA os advogados usam?

Sim. O estudo menciona as ferramentas mais populares entre os profissionais do Direito, incluindo nomes conhecidos como ChatGPT, Gemini, Copilot e soluções específicas do setor, como a Jus IA.

O relatório pode orientar uma política interna de IA?

Com certeza. Ele serve como um excelente ponto de partida, fornecendo dados sobre riscos, benefícios e práticas de mercado que são essenciais para a elaboração de diretrizes internas de uso seguro e eficaz da IA.

O relatório substitui consultoria jurídica ou técnica?

Não. O relatório é uma pesquisa de mercado e não deve ser considerado um parecer jurídico, técnico ou uma solução pronta para governança, ou seja, ele é um insumo para a tomada de decisão, que deve ser complementada por análises específicas e, se necessário, por consultoria especializada.

Conclusão: o relatório ajuda a transformar curiosidade sobre IA em decisão estratégica

A Edição 2026 do relatório O Impacto da IA Generativa no Direito é mais do que um conjunto de estatísticas, é um guia para a ação. Ele mostra que a fase de apenas observar a inteligência artificial à distância acabou. A tecnologia já está integrada ao fluxo de trabalho de uma parcela massiva e crescente de profissionais, gerando resultados concretos.

Ignorar essa realidade não é mais uma opção. Para advogados, escritórios e departamentos jurídicos, o desafio agora é passar da curiosidade para a estratégia. Isso envolve capacitar equipes, definir regras claras de uso, escolher as ferramentas certas e, acima de tudo, entender como a IA pode ser uma aliada para entregar um trabalho jurídico de mais qualidade e eficiência. Baixar e estudar este relatório é o primeiro passo fundamental nessa jornada.

Escrito por
  • Gestora de tecnologia e transformação digital em empresas, especialista na aplicação de IA e soluções educacionais. Com experiência na liderança de projetos de TI, incluindo a implementação de sistemas ERP e o desenvolvimento prático de currículos de programação com Python e plataformas gamificadas. E certificações em Inteligência Artificial, Tutoria EAD e uma sólida base em Pedagogia pela UERJ.

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